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Na área da saúde, encontramos a Ozonoterapia associada ao tratamento de doenças infecciosas agudas e crónicas, particularmente causadas por bactérias resistentes aos antibióticos ou aos tratamentos químicos, e por vírus e fungos, como hepatites, HIV – SIDA, infeções herpéticas e herpes zóster, infeções de papiloma por vírus, onicomicoses e candidíase. Aplica-se também em feridas, úlceras e lesões infetadas em diferentes concentrações, altas, médias e baixas, dependendo do que se pretende obter (desinfeção, regeneração) e o tipo de tecido afetado. Com base no elevado êxito terapêutico alcançado, o ozono tem demonstrado eficácia no tratamento de patologias ortopédicas como é o caso da osteoartrose localizada, ou ainda no tratamento da fibromialgia.

Há muitos anos conhecidas as propriedades do Ozono em Medicina e usado na Alemanha, Rússia, Cuba, Itália, entre outros, só nas últimas décadas, está em franca expansão na Europa. Para tal contribuiu o desenvolvimento de Geradores de Ozono fiáveis, que permitem saber com exatidão as doses e concentrações da mistura Oxigénio/Ozono administrada a cada paciente, devidamente homologados.

A Ozonoterapia Médica consiste na administração de OZONO em concentrações adequadas para o organismo, com a finalidade de regular o stress oxidativo celular, aumentar as substâncias antioxidantes, reduzir os radicais livres, modular o sistema imunitário por activação da produção de citoquinas e estimular a microcirculação por inibição da agregação plaquetária e eritrocitária.

 

O que é a ozonoterapia?

O ozono é uma molécula instável constituída por três átomos de oxigénio, formada através da intervenção da radiação UV. Encontra-se comummente sobre a forma de gás, sendo um dos maiores constituintes da atmosfera terrestre.

Exibe propriedades desinfetantes, anti-inflamatórias e de ativação da circulação e do sistema imunitário, abrindo, como tal, um enorme leque de possibilidades para a sua aplicação.

Sendo mais reativo que o oxigénio, o ozono é um ótimo agente oxidante que é amplamente utilizado na purificação de água e na esterilização do ar, para branquear ou descolorar, entre outras aplicações.

Para além dos benefícios óbvios da utilização deste gás em ambiente industrial, a utilização do ozono como terapia já existe desde a Primeira Guerra Mundial, durante a qual se socorriam deste gás para o tratamento das feridas de guerra. Atualmente, a Medicina, a Medicina Dentária e a Medicina Veterinária recorrem à Ozonoterapia para o tratamento de diversas patologias, pelas poucas contraindicações que apresenta e pelos seus efeitos secundários mínimos. Esta terapia baseia-se na utilização de Ozono Médico que resulta de uma mistura em que 95% são oxigénio e os restantes 5% são ozono.

O OZONO tem efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, bactericidas e germicidas.

Além de utilizado no tratamento da dor em Portugal desde o início do séculoXXI, existindo hoje esta valência em muitos hospitais públicos e privados, tem muitas outras aplicações no campo médico sendo as principais: Doenças autoimunes, infecciosas, vasculares, gastroenterológicas, musculoesqueléticas, oncológicas e dermatológicas.

A Ozonoterapia não deve ser olhada como Panaceia, mas sim como um tratamento complementar muito útil no reforço e melhoria da situação clínica de base de cada paciente.

Deve ser aplicada após avaliação da situação clínica de cada doente, ponderando as indicações e contraindicações.

As contraindicações absolutas são o Favismo, o hipertiroidismo grave não controlado, e a anemia grave.

A insuficiência cardíaca grave, estados convulsivos e estados de discrasias hemorrágicas poderão tornar-se contraindicações para algumas formas de aplicação.

OS tratamentos de OZONOTERAPIA devem ser orientados/executados por médicos devidamente capacitados e executados por técnicos de saúde devidamente preparados, com rigor científico, e utilizando protocolos de actuação previamente aprovados por associações científicas reconhecidas (vidé Declaração de Madrid)

Em Portugal, ALGUNS tratamentos de ozonoterapia médica, podem ser comparticipados por seguradoras e subsistemas de saúde, de acordo com os GDHs e códigos de tratamentos, publicados em Diário da República,1ª série,Agosto de 2015.

 

Quais as indicações da Ozonoterapia?

Dada a diversidade de patologias para as quais se recorre à Ozonoterapia, as vias de administração dependem do sistema a tratar. A aplicação de ozono pode fazer-se por via endovenosa (sanguínea), por via rectal ou localmente, e este poderá ser administrado em gás (insuflação), sob a forma de água ozonizada (infiltração) ou através de óleos ricos em ozono.

Na área da saúde, encontramos a Ozonoterapia associada ao tratamento de doenças infeciosas agudas e crónicas, particularmente causadas por bactérias resistentes aos antibióticos ou aos tratamentos químicos, e por vírus e fungos, como hepatites, HIV – SIDA, infeções herpéticas e herpes zóster, infeções de papiloma por vírus, onicomicoses e candidíase. Aplica-se também em feridas, úlceras e lesões infetadas em diferentes concentrações, altas, médias e baixas, dependendo do que se pretende obter (desinfeção, regeneração) e o tipo de tecido afetado. Com base no elevado êxito terapêutico alcançado, o ozono tem demonstrado eficácia no tratamento de patologias ortopédicas como é o caso da osteoartrose localizada, ou ainda no tratamento da fibromialgia.

Em alguns estudos tem sido valorizada a utilização da Ozonoterapia com outros tratamentos, enfatizando o seu papel importante como coadjuvante no tratamento de patologias como a Asma; doenças auto-imunes (como artrite reumatoide, artrites seronegativas, lupus, diabetes Mellitus, ateroesclerose sistémica e cerebral); doenças do tubo digestivo (Gastrite, Helycobacter Pilori, Hepatite, afeções do cólon); doenças Inflamatórias ginecológicas (Endometrioses, infeção por papiloma Virus, Vaginoses bacterianas, Infeções urinárias de repetição, pielonefrites); psoriase, micoses, piodermia, acne, feridas, ulceras de perna, escaras; artrites e artroses do ombro, joelho, anca, coluna vertebral (cervical, dorsal e lombar); tendinites, síndrome do túnel cárpico ou társico, epicondilites, bursites; infeções periodontais (gengivites, periodontites) ou no alívio de sintomas oncológicos ou dor neuropática.

O tratamento atua ainda em doenças oncológicas, como método complementar da quimioterapia e radioterapia, otimizando o efeito desses tratamentos nas células cancerosas, evitando ou diminuindo efeitos secundários prováveis durante os tratamentos, além de contribuir para um reforço imunitário dos pacientes.

Relativamente às vias de aplicação destacamos a endovenosa (autohemoterapia major e perfusão de soro ozonizado); a intramuscular (autohemoterapia minor, pontos gatilho e insuflação rectal); a Iinstilação vaginal, vesical e intradérmica; a infiltração intrarticular, periarticular e intradiscal (não aplicável nesta clínica) e a aplicação tópica (óleo ozonizado, água ozonizada).

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